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Max Payne – Por Ivan Chagas

março de 2009 • Categoria: Cinema, Entretenimento, Ivan Oliveira Chagas

Assim como livros, histórias em quadrinhos, histórias reais, e até mesmo séries de tv, os jogos de vídeo game estão se tornando alvos cada vez mais freqüentes de adaptações para o cinema. Tomb Raider, com Angelina Jolie no papel de Lara Croft, Hitman – assassino, Doom e a série de vídeo games de maior sucesso nos cinemas, que já está na sua terceira parte, Resident Evil, são alguns exemplares que garantem uma provável vida longa ao gênero, ainda em ascensão no mercado cinematográfico.

Visando engrossar a lista de filmes baseados em games, temos Max Payne (Max Payne, EUA, CAN, 2008), recém lançado em DVD nas locadoras de todo o país. Sobreposto a um ar totalmente dark e acinzentado, lembrando a técnica de film noir presente em filmes como Sin City – a cidade do pecado, como é de costume nos jogos de vídeo game, o enredo foca a vida do renomado arquivista de polícia, Detetive Max Payne (Mark Wahlber, de Fim dos tempos), que vive às turras com sua própria consciência.

Max era um policial bem sucedido em seu trabalho. Casado há pouco, acabara de ter uma filha e estava finalmente concretizando o sonho americano, quando vê toda sua vida ir por água abaixo no dia em que sua casa é invadida por viciados que acabam assassinando sua mulher, Michelle, e sua filha, ainda bebê.

Indignado com o ocorrido, Payne vive dia e noite à procura do terceiro meliante que presente no dia fatídico, já que, ao menos dois deles foram pegos e punidos pelo próprio detetive. A história toma forma quando o personagem principal encontra uma pista que pode levá-lo ao assassino de Michelle, naufragando no submundo de drogados e traficantes nas noites de nova-iorquinas.

Nesse ambiente o detetive conhece Natasha (papel da sexy Olga Kurylenko, de 007 – Quantum of Solace), uma junkie russa que morre subitamente, levando Max a encontrar uma rede de corrupção e experiências mal sucedidas entre traficantes e a empresa AESIR, local de trabalho de sua mulher e fabricante de Valkyr, uma droga sintética, projetada para deixar combatentes do exército invencíveis.

O diretor John Moore – o mesmo do bom Atrás das linhas inimigas – com um trabalho regrado, consegue manter diversos traços de jogos de vídeo game, seguindo a risca a história de Max Payne. O modo como o detetive corre, segura suas armas, atira, e até mesmo alguns takes com a câmera posicionada no ponto de vista do próprio personagem, dão um ar extremamente fiel ao jogo. Algumas cenas de ação, como a seqüência do tiroteio dentro da empresa AESIR, são realmente de tirar o fôlego.

Numa trama envolta em sociedades secretas, demônios alados, drogas, corrupção e muitos tiros, um elemento se destaca de todos os outros, e é exatamente por isso que a fita tende a ter um bom aceitamento do público: a sede de vingança de Max Payne, e sua procura por uma paz interior.

Para os ainda desavisados, há uma pequena parte após os créditos finais, que dão mostra de uma possível adaptação da segunda parte do game intitulada Max Payne 2: The Fall of Max Payne.Com Bo Bridges, Mila Kunis, Chris O’donnell, o rapper Ludacris e participação especial da cantora Nelly Furtado.

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